Operação Magen da PF mira grupo que vendia fuzis ao tráfico no Rio
A Operação Magen da PF e MPRJ, em 07/10/2026, mira policiais e ex-policiais acusados de vender fuzis e vazar dados para o TCP no Rio de Janeiro. Grupo movimento
Por Redação | 07/10/2026

A Operação Magen, deflagrada nesta quarta-feira (07) pela Polícia Federal (PF) e o Ministério Público do estado do Rio de Janeiro, tem como objetivo desarticular um grupo complexo. Este grupo, formado por policiais e ex-policiais militares, é acusado de negociar fuzis e vazar dados sigilosos da segurança pública para a facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP).
As investigações revelaram que o grupo também realizava a lavagem de dinheiro para o TCP, facção que opera no Complexo de Israel, localizado na zona norte da capital fluminense. Os dados apurados indicam que os envolvidos movimentaram mais de R$ 250 milhões ao longo de quatro anos.
Esquema Financeiro e Prisões
A lavagem de dinheiro era feita por meio de contas pessoais e de cinco empresas. Essas empresas atuavam em diversos setores, incluindo alimentação, comércio de materiais, construção e reforma, servindo como fachada para as transações ilícitas ligadas ao tráfico de armas. O Ministério Público já obteve na justiça o bloqueio desses valores, além do sequestro de três imóveis e 31 veículos.
Balanço Inicial da Operação
O primeiro balanço divulgado pela Polícia Federal informou a prisão de cinco pessoas. Entre os detidos estão um policial militar da ativa, três ex-policiais militares e um ex-comissionado da Assembleia Legislativa do estado. Durante a operação, foram apreendidos fuzis, uma pistola e carregadores. O traficante Álvaro Malaquias Santa Rosa, conhecido como Peixão, chefe do tráfico no Complexo de Israel e um dos alvos da operação, permanece foragido.
Com informações da Agência Brasil.